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O presidente do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba (Stiupb), Wilton Maia Velez, está no Rio de Janeiro cumprindo vários compromissos ao lado de urbanitários de todo o País na luta pelo saneamento público e de qualidade.
Nesta quinta-feira, 23, às 9hs, Wilton participa de ato público em frente ao BNDES com o tema “BNDES: ‘S’ é de social e não de privatização”, em defesa do saneamento público, convocado por movimentos sociais e populares e sindicatos de trabalhadores do setor.
Também neste dia 23, o presidente do Stiupb participa de uma reunião com representantes do BNDES para tratar do processo de privatização das empresas de água e de saneamento junto ao banco.
Além do Stiupb, Wilton estará representando a Fenatema nesse encontro.
O manifesto será em frente à sede do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – no Rio de Janeiro (Av. República do Chile, 100).
O ato é uma forma de denunciar à população que, mesmo com o presidente Lula em sua campanha presidencial ter afirmado que o papel do BNDES em seu governo seria outro, ou seja, não iria mais financiar as privatizações de empresas públicas, a conduta do Banco ainda não mudou.
O que se tem visto na prática como política hoje para o setor de saneamento é o beneficiamento escancarado para o setor privado, como fez o governo anterior de Jair Bolsonaro. Em 2023, os investimentos contratados ultrapassaram em 929% a soma de todos os financiamentos do setor em 2020. As empresas públicas de saneamento estão sendo alijadas de captar recursos, tendo muitas dificuldades impostas, mesmo aquelas com capacidade de endividamento.
“A estruturação dos projetos de venda das empresas públicas de saneamento, durante o governo Bolsonaro, continua com todo poder dentro do Banco, aplicando a política de uma privataria que não condiz com um governo popular e democrático”, explica Wilton Maia.
Carta Aberta ao Presidente Lula
Neste mês, 158 entidades entregaram uma carta ao presidente Lula fazendo fortes críticas às políticas adotadas pelo BNDES e exigindo mudanças imediatas na instituição.
As entidades signatárias da Carta encaminhada ao presidente Lula, entendem que a BNDES deve honrar o ‘S’ que consta em seu nome, o social. Essa palavra deve se traduzir em ações que beneficiem as empresas públicas de saneamento, que já se mostraram capazes de fazer a tão falada universalização dos serviços, mas necessitam de recursos, os mesmos que estão indo para mão de acionistas privados, que não possuem compromisso com a população, sobretudo, a mais pobre, que será excluída do acesso à água e ao saneamento.
