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Aconteceu nos dias 7 e 8 de maio, em Brasília, a quarta rodada de negociação de data-base entre o Coletivo Nacional dos Eletricitários e a Eletrobras. Na abertura da reunião, o CNE repudiou a medida antissindical por parte dos gestores no impedimento da entrada de dirigentes sindicais na sede da empresa em Florianópolis.
Mais uma vez, a empresa não apresentou proposta ao Acordo Coletivo de Trabalho possível de apresentar à categoria, apenas retomou a premissa de redução salarial. O CNE reiterou que não aceita qualquer discussão de redução salarial, que embora, não seja o caminho, aceita discutir outros pontos para que haja uma saída. Pontuou que o PDV, de forma justa e menos traumática, pode ser uma saída para resolver o que a empresa tem colocado como premissa de diminuição de folha de pessoal.
Além disso, o CNE apresentou uma proposta de compilação dos ACT’s específicos das 5 empresas do Sistema Eletrobras. O objetivo é que essa compilação de 46 cláusulas unificadas passem a compor o ACT nacional, garantindo, assim, a manutenção de diversos direitos e benefícios para todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Eletrobras.
A quinta rodada de negociação está prevista para acontecer no Rio de Janeiro, dia 21. O CNE tem como objetivo sair da reunião com uma proposta para apreciação da categoria, seja para aprovação ou rejeição. O Coletivo Nacional dos Eletricitários reafirma que não dará um passo atrás na posição de manutenção integral dos salários.
O CNE enfatiza a importância dos trabalhadores e trabalhadoras estarem atentos às convocações das entidades sindicais, seja para a realização de assembleias informativas ou para conversas dentro das próprias empresas. Lembre-se de buscar informações diretamente com seus sindicatos.
Por fim, a Eletrobras acumulou um lucro de R$4,4 bilhões no ano passado, e definiu em assembleia de acionistas, distribuir R$1,3 bilhões em dividendos e remunerar os administradores em R$83 milhões. Os números tão pomposos são, no mínimo, uma contradição às propostas de tentativa de redução de salário dos trabalhadores. Desde a privatização da empresa, já tivemos muitas perdas, muita precarização e muitas dem
