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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB) encaminhou o OFÍCIO Nº 00070/2025/STIUPB, no dia 17 de maio, apresentou resposta formal à proposta que a Energisa enviou no dia 16/05, referente ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2024/2025, cuja data-base é 1º de novembro de 2024.
No documento, o Sindicato reafirma sua luta por condições justas para os trabalhadores e destaca as principais reivindicações apresentadas durante a mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13), ocorrida em 5 de maio. Entre os pontos centrais estão:
Reajuste Salarial e Retroatividade:
O sindicato aceitou os percentuais propostos pela empresa (5,10% para quem recebe o piso salarial geral e dos eletricistas), mas reforçou a necessidade de aplicação retroativa a 1º de novembro de 2024.
Considerando que a partir de janeiro de 2025 aplicando mais 3,52% para o piso geral e 2,89% para o piso salarial dos eletricistas, essa aplicação com a devida retroatividade de janeiro até a data do pagamento.
Plano de Saúde:
O STIUPB cobrou que a Energisa arque integralmente com o reajuste das mensalidades do plano de saúde em 2025, evitando que os trabalhadores sejam ainda mais onerados. Em menos de seis meses, a categoria já sofreu um aumento de 14,6%, com previsão de novos reajustes entre 18% e 20%.
Coparticipação e Dependentes: O sindicato exige o cumprimento das regras de coparticipação firmadas desde 2017 e propõe a revisão do percentual pago pelos empregados na mensalidade dos dependentes, hoje de 60% para os trabalhadores.
Auxílio Combustível: O STIUPB propôs a criação de um auxílio para os trabalhadores que residem a mais de 20 km da sede da empresa, mas a Energisa ainda não se posicionou sobre esse item.
PLR 2025 (Participação nos Lucros e Resultados):
A empresa apresentou proposta de adiantamento de R$ 1.850,00 para agosto, com desconto na parcela final de 2026, além de metas e indicadores para a PLR 2025. O sindicato considera que o Acordo da PLR exige ajustes em sua redação e critérios de elegibilidade, além de ser negociado separadamente do ACT.
O STIUPB reforça sua surpresa com a ausência de resposta da Energisa em relação aos pontos fundamentais para o bem-estar dos trabalhadores, considerando que foi a empresa que entrou com Processo de dissídio Coletivo de Trabalho no âmbito do Tribunal Regional do Trabalho.
