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A sexta rodada de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028 da Axia Energia, realizada na quinta e sexta-feira (23 e 24 de abril), marcou o encerramento das mesas de negociação que, ao longo de dois meses, avaliaram e debateram as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras, bem como as propostas apresentadas pela empresa.
Durante todo o processo, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), com a participação ativa do STIUPB, fez uma defesa incansável das 94 cláusulas contidas na pauta de reivindicações da categoria, em uma negociação difícil e minuciosa, reconhecendo o novo contexto da Axia, mas sem esquecer a história que construiu o Acordo Coletivo de Trabalho vigente.
Uma empresa do porte da Axia Energia, que se apresenta como a maior do setor elétrico da América Latina e altamente lucrativa, precisa fazer jus ao discurso que propaga: valorizar seus trabalhadores, garantir direitos e estabelecer condições de trabalho à altura de sua posição no mercado.
Neste momento, todas as entidades sindicais - sindicatos e federações - estão realizando uma avaliação criteriosa da proposta apresentada pela empresa, juntamente com suas assessorias jurídicas, analisando também as pendências que ainda permanecem no texto.Somente após essa etapa de análise serão definidos os encaminhamentos para a realização das assembleias deliberativas, que deverão ocorrer no período de 4 de maio até o dia 15 de maio, data final da prorrogação acordada em mesa para o ACT vigente (2024/2026).
Para o CNE e o STIUPB, durante o processo negocial, houve avanços importantes graças à atuação firme das entidades sindicais, que sempre defenderam com responsabilidade as reivindicações da categoria.
A defesa da isonomia de direitos e da garantia de emprego marcou o processo de forma intensa.
A proposta da empresa contempla parte das reivindicações, mas ainda não atende plenamente aos anseios dos trabalhadores.
A gestão da Axia não avançou em pontos fundamentais, como a garantia de emprego ou salário e questões relacionadas ao PDC/PDV. Por outro lado, houve ajustes em itens como a unificação, que passou para um ponto intermediário dentro do cenário possível.
O presidente do STIUPB, Wilton Maia Vélez, destacou a importância da participação da categoria neste momento decisivo:
""Esse é um momento de responsabilidade e unidade. Fizemos uma negociação firme, com avanços possíveis dentro do cenário apresentado, mas agora é fundamental que cada trabalhador e trabalhadora participe das assembleias, conheça a proposta em detalhes e contribua com a decisão coletiva da categoria."
O STIUPB reforça que a mobilização e a participação ativa dos trabalhadores e trabalhadoras serão fundamentais para os próximos passos da campanha.
