O ministro-revisor, no Tribunal de Contas da União (TCU), do processo da privatização da Eletrobras, Vital do Rêgo, apontou em seu voto três falhas na modelagem econômico-financeira estruturada pelo governo. O parecer está sendo apresentado na tarde desta terça-feira, 15, em sessão extraordinária do órgão fiscalizador. A previsão do governo é realizar a operação até maio deste ano.
Assim como esperado, o ministro apontou falhas relacionadas às estimativas de preço da energia elétrica a longo prazo, referente à discussão sobre a capacidade de venda de potência de energia. Segundo ele, é inexplicável e ilegal não precificar a potência. Além disso, indicou questões sobre o risco hidrológico das usinas da estatal e sobre a taxa de desconto do fluxo de caixas.
“São três falhas de maior escala identificadas na modelagem econômico-financeira que impacta direta e significativamente o valor total adicionado aos contratos novos de concessão de energia elétrica e, portanto, os valores a serem arcados pela Eletrobras a títulos de depósito na Conta de Desenvolvimento Energético e do pagamento do bônus de outorga”, afirmou.
SESSÃO
Sessão extraordinária do Tribunal de Contas da União (TCU) nesse instante para apreciação do processo que trata da privatização da Eletrobras (TC 008.845/2018-2), de relatoria do ministro Aroldo Cedraz.
