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23.10.2023
Confira artigo do presidente do Stiupb: Mercantilização da água: Serviços precarizados e exploração do povo

A água, um recurso essencial para a vida, vem enfrentando cada vez mais a mercantilização ao redor do mundo. No Brasil, não é diferente. Empresas como AEGEA, IGUA SANEAMENTO e BRK têm se beneficiado da alta demanda de água e saneamento básico, garantindo altos lucros à custa do povo e da precarização dos serviços.

A exploração começa com as altas tarifas cobradas pelas empresas. O custo da água e dos serviços de saneamento têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, afetando principalmente as camadas mais vulneráveis da população. Essas famílias já sofrem com a falta de recursos básicos, como saúde e educação, e ainda têm que arcar com uma tarifa exorbitante pelo acesso à água potável.

Além disso, a qualidade dos serviços prestados pelas empresas de água e saneamento vem sendo questionada. Muitas regiões sofrem com a falta de abastecimento regular de água potável e com sistemas inadequados de tratamento de esgoto. O descaso com a manutenção e a infraestrutura resulta em doenças e problemas de saúde para a população, que não recebe o serviço adequado pelo qual paga.

A força de trabalho também não escapa da precarização. Os trabalhadores do setor de água e saneamento muitas vezes são submetidos a condições desfavoráveis de trabalho, como longas jornadas e baixos salários. A falta de investimento das empresas em capacitação e qualificação desses profissionais reflete diretamente na qualidade do serviço prestado e na segurança dos trabalhadores.

Essas empresas, como AEGEA, IGUA SANEAMENTO e BRK, são grandes corporações que visam apenas o lucro. A privatização do setor de água e saneamento, ocorrida em muitos lugares do país, facilitou a atuação dessas empresas, que têm interesses meramente econômicos, em detrimento do bem-estar da população.

Diante desse cenário preocupante, é necessário repensar a mercantilização da água e buscar alternativas que priorizem os direitos humanos, o acesso universal à água potável e serviços de saneamento adequados. É imprescindível que o Estado assuma sua responsabilidade na regulação e fiscalização do setor, garantindo que as empresas priorizem o bem-estar e a qualidade de vida da população, e não apenas os lucros. É preciso lutar por políticas públicas eficientes que assegurem o acesso universal à água, a valorização dos profissionais do setor e o controle social sobre esses serviços essenciais para a vida de todos.

Wilton Maia Velez - Presidente do Stiupb

 

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