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O presidente do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba (Stiupb), Wilton Maia Velez, detalhou o resultado da sua participação no ato de mobilização contra o financiamento público para a privatização do saneamento e da energia, bem como deu detalhes da reunião que aconteceu no BNDES, nesta quinta-feira 23, no Rio de Janeiro.
Na reunião que o dirigente sindical paraibano participou, na sede do BNDES, foram apresentadas as críticas ao programa de desestatização praticado pelo BNDES e foi também cobrado uma política de investimento por parte do banco às companhias estaduais.
Na ocasião, fazendo uso da palavra, Wilton Maia apresentou crítica referente ao modo de desestatização do saneamento na Paraíba, onde 93 municípios estão previstos para a modelagem de PPP e esses municípios estão inseridos numa região que não tem uma disponibilidade suficiente para garantir a água para a população.
Conforme o presidente do Stiupb, após essa discussão com a equipe técnica do BNDES, ficou acertado que haverá mais algumas rodadas negociação técnica para posterior reunião com Aluísio Mercadante e depois disso, essa Comissão vai discutir essa modelagem que hoje é construída pelo BNDES.
“Foi uma reunião que apresentou bons resultados e esperamos que possamos mudar esse quadro que ora vivenciamos para o saneamento e para a energia no País”, destacou Wilton.
Reunião com o BNDES
Representantes da FNU Pedro Damásio; ONDAS – Edson Aparecido da Silva, Ana Brito e Haneron Victor Marcos; FENATEMA – Wilton Maia, além de Vitor Duque (Sintsama-RJ); Ary Girota (Sindágua-RJ); e Fortunato lider comunitário, se reuniram com representantes do BNDES: William Nozaki – Assessor especial da presidência do BNDES; Felipe Borim Villen – Superintendente da Área de Infraestrutura do BNDES; Eduardo Nali – Chefe de Finanças Estruturadas do Departamento de Saneamento Ambiental; Luciana Capanema – Chefe de Departamento de Estruturação de Projetos – Saneamento do BNDES; Marcelo Miterhof – economista do BNDES.
O ATO DE HOJE
O ato realizado desta quinta-feira, dia 23, aconteceu na porta do prédio do BNDES, no Rio de Janeiro, promovido por entidades diversas, sindicatos e a sociedade organizada e mostrou que a insatisfação é muito grande com os rumos tomado pela direção do banco.
A atitude de continuar apoiando com recursos e grandes investimentos os processos de privatização do setor de saneamento, em nada coaduna com as posições do presidente de Lula, que sempre se colocou contra a venda do patrimônio público, especialmente em áreas estratégicas para o país.
Para os dirigentes presentes ao ato, a herança do governo do inelegível ainda resiste dentro do BNDES. “É uma aberração constatar que a política privatista do governo anterior continua dando as cartas. É importante lembrar que um banco público não deve ser usado como agente para que acionistas privados fiquem a cada dia mais ricos.
REGISTRO DO ATO DE HOJE
