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O Stiupb realizou protesto pacífico contra assédios moral e prática antissindical promovida pela empresa.
Inconformada com a atuação classista da entidade sindical, a Energisa acionou a justiça e o Juiz da 2ª Vara do Trabalho Dr. Carlos Hindemburg de Figueiredo, indeferiu o pedido da empresa contra o Sindicato dos Urbanitários da Paraíba (Stiupb).
A empresa de forma antidemocrática e desrespeitosa, queria proibir o sindicato de realizar futuras manifestações na frente da empresa, independentemente do motivo.
Na ação, a Energisa se reportou às manifestações realizadas pelo Stiupb no dia 05 deste mês, nas cidades de Campina Grande, Patos e Guarabira, afirmando que foram atos violentos.
Os protestos foram contra perseguição e até demissão aos trabalhadores que são dirigentes sindicais na empresa, num total de 08 (oito), até agora, uma prática antissindical por parte da Energisa, além de assédio moral e descumprimento de garantias estabelecidas em Acordo Coletivo.
DA AÇÃO – Na ação indeferida, o Juiz ressalta que não houve prova suficiente por parte da empresa de que esse movimento estivesse impedindo a livre circulação de pessoas e bens no imóvel da empresa.
Na sentença, o Juiz ressalta: “O que se verificou foi irresignação da representação dos trabalhadores quanto a determinados temas, que destaco: assédio moral na empresa; descumprimento de garantias estabelecidas em acordo coletivo de trabalho; ausência de negociação pela empresa em razão de demissões que estariam acontecendo na empresa; demissão de vários trabalhadores, entre eles oito diretores sindicais, uma prática antissindical por parte da Energisa”.
A Justiça não viu também abusividade do movimento, considerando que a manifestação foi suspensa imediatamente.
Para o presidente do Stiupb, Wilton Maia Velez, a decisão sensata por parte da Justiça mostra que o Sindicato agiu na legalidade e que os reclamos dos trabalhadores foram reconhecidos como justos.
O Stiupb moveu ação e denúncia junto ao MPT contra a Energisa denunciando o assédio oral e às práticas antisindicais promovidos pela empresa, além de denunciar às demissões de dirigentes sindicais, e aguarda resposta do TRT para tratar do assunto.
Abaixo, registros da mobilização em Campina. A Energisa desrespeitou os trabalhadores e chamou a Polícia para conter o movimento pacífico
