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04.03.2024
Stiupb promove roda de conversa com renomado jornalista que escreveu livro sobre o sionismo como doutrina colonial e racista

Durante sua exposição em uma roda de conversa com urbanitários do Estado, na manhã de segunda-feira, 4, no auditório do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba (Stiupb) em Campina Grande, o jornalista Breno Altman, fundador do site Opera Mundi, apresentou seu livro “Contra o Sionismo: retrato de uma doutrina colonial e racista”

 

Em sua explanação, o jornalista propôs um debate sobre o movimento sionista e suas implicações no conflito israelo-palestino.

 

Altman abordou a ideia do sionismo como resposta à histórica perseguição aos judeus, mas que, segundo ele, se converteu em um projeto de supremacia judaica: O estado de Israel representa fundamentalmente o projeto sionista. O sionismo é uma corrente político-ideológica que se propõe a criar um estado de supremacia judaica e se transforma num movimento racista e colonial. Essa é a história do sionismo que o livro pretende contar, destacou.

 

Sobre o regime

 

Breno disse ainda que o Regime sionista do Estado de Israel não representa apenas a opressão do povo palestino. “O regime sionista não é apenas responsável por tantas décadas de brutalidade, limpeza étnica e extermínio do povo palestino. O regime sionista é também uma maldição pro judaísmo”.

 

A roda de conversa aconteceu graças a uma intervenção do presidente do Stiupb, Wilton Maia Velez, junto ao site Opera Mundi e a TV Roda de Conversa na Internet: https://www.youtube.com/@TVRodadeConversa

 

Altman, crítico do sionismo e dos ataques israelenses contra o povo palestino, disse concordar com o Presidente Lula, quando disse o que está acontecendo na Faixa de Gaza não existe em nenhum outro momento histórico, aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus.

 

“O sionismo é parente do nazifascismo”, declarou o jornalista que aproveitou sua estada na cidade para lançar o livro “Contra o Sionismo: retrato de uma doutrina colonial e racista”.

 

Altman, que também é judeu, diz que o genocídio não é monopólio do povo judeu, apesar do que esse povo sofreu seja de uma dor incalculável. O jornalista esclarece que o termo genocídio está associado a todas as políticas de Estado cujo objetivo seja, em maior ou menor grau, a destruição de um povo. Para ele, é evidente que essa é a política do governo Netanyahu, cujo o foco seria a destruição do povo palestino.

 

Altman disse que enxerga no Brasil, uma espécie de tripé  na ultradireita: ultraliberalismo, fundamentalismo cristão e sionismo.

 

BEM PARTICIPATIVO – O evento desta manhã de segunda contou com as presenças de urbanitários de várias partes do Estado: Campina Grande, Patos, Cajazeiras, Guarabira, etc. “Temos a nossa pauta de luta em defesa dos trabalhadores, mas não podemos nos distanciar das questões nacionais e internacionais. A luta no mundo é uma só: respeito à vida, em defesa dos mais pobres e por melhor qualidade de vida para os que vivem à margem da sociedade opressora”, disse Wilton Maia.

 

Muitos urbanitários participaram com perguntas que foram respondidas por Breno Altman.

 

Confira todo o debate no link abaixo:

 

https://www.youtube.com/watch?v=pApk3tBuhz0

 

CONFIRA FOTOS DO EVENTO:

 

 

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